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10/13/202613 min read

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10 LIÇÕES PARA QUEM TEM OAB, MAS AINDA NÃO CONSEGUIU VIVER DA ADVOCACIA

INTRODUÇÃO

Você passou cinco anos na faculdade de Direito. Estudou, fez provas, cumpriu estágio, escreveu TCC e ainda precisou enfrentar o Exame da Ordem.

Até que chegou o grande dia: você recebeu sua carteira da OAB.

Sua família ficou feliz, seus amigos te parabenizaram e, finalmente, você podia dizer que era advogado.

Só que, depois de toda aquela comemoração, veio uma pergunta que talvez você não soubesse responder:

E agora? Como é que eu vou ganhar dinheiro com a advocacia?

Porque uma coisa é conseguir a aprovação na OAB. Outra, bem diferente, é conseguir alguém disposto a contratar seus serviços.

E ninguém parece falar muito sobre essa parte.

Na faculdade, você aprendeu sobre leis, processos, doutrinas e jurisprudências. Mas provavelmente não teve uma disciplina ensinando como conseguir seu primeiro cliente, como apresentar uma proposta de honorários ou como começar a trabalhar sem ter dinheiro para montar um escritório.

Enquanto isso, você abre o Instagram e vê colegas que se formaram com você mostrando seus escritórios, participando de eventos, publicando fotos de reuniões.

E começa a pensar: será que estou ficando para trás?

Se você está passando por isso, quero conversar sobre dez coisas que considero importantes para quem está começando na advocacia.

Não vou te prometer que, depois deste vídeo, você vai conseguir clientes ou ganhar muito dinheiro.

Mas talvez algumas dessas reflexões ajudem você a enxergar o início da carreira de uma maneira diferente.

Principalmente se, em algum momento, já passou pela sua cabeça desistir da advocacia.

1. VOCÊ NÃO ESTÁ COMEÇANDO DO ZERO COMO IMAGINA

Uma das coisas que mais escuto de advogados iniciantes é que eles não têm nada para começar.

Não têm escritório, não têm clientes, não têm dinheiro para investir em publicidade e, muitas vezes, também não têm ninguém na família que seja advogado.

Eu entendo essa preocupação.

Só que existe uma coisa importante que você talvez esteja deixando de considerar.

Você passou anos estudando uma profissão que exige conhecimento técnico e habilitação específica para o seu exercício.

Isso não é pouca coisa.

O problema é que, quando você compara sua realidade com a de um advogado que já tem dez ou quinze anos de carreira, parece que aquilo que você conquistou não tem valor nenhum.

Mas tem.

Talvez você ainda não tenha experiência suficiente para assumir determinadas causas. Talvez precise estudar mais uma área específica ou trabalhar com alguém mais experiente antes de atender sozinho.

Tudo isso é normal.

O que não faz sentido é acreditar que você precisa ter uma estrutura completa para começar a desenvolver sua atividade profissional.

Pense, por exemplo, em um pequeno empresário que precisa de ajuda para organizar contratos ou resolver uma cobrança.

Ele não está necessariamente procurando o escritório mais bonito da cidade.

Ele precisa de alguém que tenha competência para cuidar daquele problema.

É claro que a experiência conta. A reputação também.

Mas todo advogado experiente já foi um advogado sem experiência.

A questão é o que você vai fazer com o conhecimento que já tem e como vai desenvolver aquele que ainda falta.

2. O DESESPERO PELO PRIMEIRO CLIENTE PODE FAZER VOCÊ TOMAR DECISÕES RUINS

Quando você precisa pagar suas contas e ainda não consegue viver da profissão, qualquer oportunidade parece boa.

Aparece alguém querendo um serviço e você já pensa em aceitar.

Mesmo que seja uma área que você não domina.

Mesmo que os honorários sejam muito baixos.

Mesmo que o cliente apresente sinais de que aquela contratação pode trazer problemas.

E sabe por que isso acontece?

Porque, quando a gente está precisando muito de dinheiro, fica mais difícil dizer não.

Só que a advocacia é uma profissão em que uma decisão precipitada pode ter consequências sérias.

Você não está vendendo um produto que pode simplesmente ser trocado se apresentar defeito.

Está lidando com direitos, patrimônio e, muitas vezes, com situações delicadas da vida de outras pessoas.

Por isso, não confunda a necessidade de trabalhar com a obrigação de aceitar qualquer trabalho.

Aprenda a calcular seus honorários, respeitando os parâmetros éticos aplicáveis. Conheça seus limites técnicos. E, quando necessário, procure orientação ou parceria com profissionais mais experientes.

Também não transforme cada proposta recusada em uma sentença sobre sua capacidade.

Nem toda pessoa que procura um advogado vai contratar aquele profissional.

Isso acontece com quem está começando e com quem já tem anos de experiência.

Você precisa aprender a lidar com essas situações sem permitir que elas destruam sua confiança.

3. CUIDADO PARA NÃO PASSAR MAIS TEMPO APRENDENDO A COMEÇAR DO QUE REALMENTE COMEÇANDO

Essa terceira lição merece uma atenção especial.

Hoje existe uma quantidade enorme de conteúdos ensinando advogados a conseguir clientes, usar o Instagram, escolher um nicho, construir autoridade e organizar um escritório.

E estudar essas coisas pode ajudar bastante.

Mas existe uma armadilha nisso.

Você assiste a uma aula sobre marketing jurídico e decide que precisa melhorar seu Instagram.

Então passa uma semana escolhendo cores, criando uma identidade visual e organizando os destaques.

Depois vê alguém dizendo que o segredo é escolher um nicho.

Para tudo e começa a pesquisar áreas do Direito.

Na semana seguinte, encontra um vídeo falando sobre inteligência artificial para advogados.

E lá vai você estudar mais uma ferramenta.

Quando percebe, passou um mês inteiro ocupado com a advocacia, mas sem ter feito quase nada para começar a atender.

Veja bem: não estou dizendo que essas atividades não têm importância.

O problema é quando elas se tornam uma forma de adiar aquilo que você tem medo de fazer.

Porque estudar é confortável.

Você está sozinho, ninguém te rejeita, ninguém questiona seus honorários e você não precisa se expor.

Já apresentar seus serviços, construir relacionamentos profissionais e conversar com possíveis contratantes, dentro das regras da OAB, exige uma postura diferente.

E é justamente aí que muitos advogados travam.

Talvez você não precise de mais um curso neste momento.

Talvez precise escolher um serviço que tenha condições de prestar, entender quem necessita dele e preparar uma forma profissional de apresentar seu trabalho.

Comece com algo que você consiga executar.

Depois, conforme adquirir experiência, poderá ampliar sua atuação.

PAUSA — APRESENTAÇÃO DO MATERIAL

Aliás, se essa é a sua dificuldade hoje, eu preparei um material chamado Método P.A.C. do Advogado.

É um roteiro prático de cinco dias para ajudar quem está começando a organizar os primeiros passos da atividade profissional.

O material traz sugestões de serviços jurídicos, orientações para identificar possíveis contratantes, modelos editáveis de proposta e contrato de honorários, além de ferramentas para organizar a abordagem profissional.

A ideia não é prometer clientes em cinco dias.

É ajudar você a sair daquela situação em que tem a OAB, quer começar a trabalhar, mas não sabe exatamente o que fazer primeiro.

Vou deixar o link na descrição do vídeo para quem quiser conhecer.

Agora, vamos continuar, porque a próxima lição tem muito a ver com uma pressão que vários advogados sentem logo depois da formatura.

4. VOCÊ NÃO PRECISA TER UM ESCRITÓRIO BONITO PARA PROVAR QUE É ADVOGADO

Existe uma imagem muito forte do que significa ser um advogado bem-sucedido.

Uma sala elegante, móveis caros, livros nas estantes, roupas sofisticadas e uma placa com seu nome na entrada.

E não há nada de errado em desejar essas coisas.

O problema começa quando você acredita que precisa ter tudo isso antes mesmo de conseguir seus primeiros contratos.

Imagine alguém que acabou de se formar, ainda está pagando dívidas da faculdade e decide alugar uma sala comercial porque sente vergonha de dizer que trabalha de casa.

Agora, além de precisar conseguir clientes, essa pessoa tem aluguel, condomínio, internet, energia e outras despesas fixas.

E tudo isso antes de saber se terá receita suficiente para manter a estrutura.

Será que faz sentido?

Hoje existem ferramentas que permitem organizar boa parte da atividade jurídica sem precisar de uma estrutura física cara, desde que sejam observadas as exigências profissionais e as necessidades dos clientes.

Você pode atender remotamente quando isso for adequado, utilizar sistemas digitais, organizar documentos e trabalhar com uma estrutura enxuta.

Não é o tamanho do escritório que determina a qualidade do seu trabalho.

Um ambiente profissional é importante, claro. Mas profissionalismo não depende de luxo.

E quanto menores forem seus custos fixos no início, mais liberdade você terá para tomar decisões sem aquela pressão de precisar pagar uma estrutura que ainda não se sustenta.

5. PARE DE MEDIR SUA CARREIRA PELA VIDA QUE OUTROS ADVOGADOS MOSTRAM NO INSTAGRAM

Você conhece aquele colega que se formou na mesma época que você e parece estar muito bem?

Toda semana ele publica alguma coisa.

Uma foto no escritório, uma participação em evento, uma reunião, um certificado.

E você começa a pensar que todo mundo está avançando, menos você.

Só que tem um detalhe.

Você está comparando a sua vida inteira com alguns minutos da vida de outra pessoa.

Você não sabe se aquele escritório é próprio ou alugado. Não sabe quantos clientes aquele profissional tem. Não sabe se está satisfeito com os resultados ou se também enfrenta dificuldades.

E, mesmo que ele esteja realmente indo muito bem, isso não significa que você fracassou.

Talvez ele tenha começado com uma rede de contatos maior.

Talvez tenha trabalhado durante anos em um escritório antes de abrir o próprio.

Ou simplesmente encontrou uma oportunidade que você ainda não encontrou.

Cada pessoa começa em condições diferentes.

O que você pode fazer é observar o que outros profissionais fazem bem e aprender com isso.

Mas não use a carreira de outra pessoa como prova de que a sua não vai dar certo.

Porque essa comparação, quando vira hábito, consome uma energia enorme.

E você vai precisar dessa energia para resolver seus próprios problemas.

6. NEM TODO CURSO VAI AJUDAR VOCÊ A CONSEGUIR SEU PRIMEIRO CONTRATO

Vou falar uma coisa que pode parecer estranha em um vídeo sobre desenvolvimento profissional.

Talvez você esteja estudando demais e praticando de menos.

Não me entenda mal.

Advogado precisa estudar sempre. A legislação muda, os tribunais alteram entendimentos e ninguém consegue exercer bem essa profissão sem atualização.

Mas existe uma diferença entre estudar para se tornar um profissional melhor e fazer cursos porque você não se sente preparado para começar.

Tem advogado que já fez pós-graduação, comprou vários cursos e possui uma coleção de certificados.

Mas, quando alguém pergunta quanto cobra por determinado serviço, ele não sabe responder.

Quando precisa elaborar uma proposta de honorários, fica inseguro.

E, quando aparece um possível cliente, não sabe como conduzir a primeira conversa.

Percebe a contradição?

Você pode conhecer muito sobre determinado assunto e ainda não saber organizar a prestação daquele serviço.

Por isso, além de aprofundar seus conhecimentos jurídicos, aprenda a parte prática da profissão.

Estude como fazer uma entrevista inicial.

Como identificar se uma demanda está dentro da sua capacidade técnica.

Como definir o escopo do serviço.

Como elaborar um contrato de honorários.

Como organizar prazos, documentos e atendimento.

Essas habilidades também fazem parte do exercício profissional.

E muitas delas só vão melhorar quando você começar a praticar.

7. VOCÊ NÃO PRECISA SER O ADVOGADO QUE SUA FAMÍLIA IMAGINOU

Essa é uma questão sobre a qual quase ninguém conversa.

Quando alguém se forma em Direito, principalmente quando é o primeiro advogado da família, existe uma expectativa muito grande.

As pessoas imaginam que você vai abrir um escritório, ter uma boa renda e conquistar rapidamente uma vida confortável.

Algumas até começam a te chamar de doutor antes da aprovação na OAB.

Só que, depois da formatura, a realidade pode ser bem diferente.

Talvez você ainda precise manter outro trabalho.

Talvez esteja dividindo seu tempo entre a advocacia e alguma atividade que ajuda a pagar as contas.

E, quando alguém pergunta como anda o escritório, você fica constrangido porque ainda não tem clientes suficientes.

Mas pense comigo.

Quem disse que existe um prazo obrigatório para você conseguir viver exclusivamente da advocacia?

Quem disse que trabalhar em outra atividade enquanto organiza sua carreira jurídica é motivo de vergonha?

É claro que você precisa ter um plano.

Não dá para passar anos dizendo que está começando sem avaliar o que está funcionando e o que precisa mudar.

Mas também não precisa tomar decisões ruins apenas para corresponder à expectativa dos outros.

Seu objetivo não é representar o papel de um advogado bem-sucedido.

É conseguir construir uma atividade profissional que seja sustentável de verdade.

E isso pode exigir um começo bem diferente daquele que você imaginou na faculdade.

8. NÃO ESPERE PRECISAR DE AJUDA PARA COMEÇAR A CONSTRUIR RELACIONAMENTOS

Uma das maiores dificuldades de quem começa na advocacia sem familiares ou conhecidos na profissão é a falta de contatos.

Você termina a faculdade e percebe que conhece poucos profissionais com quem poderia trocar experiências.

Não sabe a quem recorrer quando surge uma dúvida prática.

Não conhece pessoas que possam participar de projetos ou estabelecer parcerias.

E aí acaba tentando resolver tudo sozinho.

Só que não precisa ser assim.

Você pode participar de comissões da OAB, frequentar eventos, conversar com colegas, conhecer profissionais de outras áreas e construir relacionamentos aos poucos.

Mas faça isso com interesse genuíno.

Não procure alguém apenas pensando no que aquela pessoa pode oferecer a você.

Relacionamentos profissionais não funcionam bem quando cada conversa parece uma tentativa de conseguir alguma vantagem.

Seja alguém com quem as pessoas gostem de trabalhar.

Cumpra o que promete.

Respeite prazos.

Reconheça quando não sabe alguma coisa.

E, quando tiver condições de ajudar, ajude.

Com o tempo, você poderá construir uma rede de confiança.

Isso não significa que as indicações ou oportunidades vão aparecer automaticamente.

Mas é muito mais difícil desenvolver uma carreira quando ninguém conhece seu trabalho e você não mantém contato com outros profissionais.

9. TALVEZ VOCÊ ESTEJA DESISTINDO DAS COISAS ANTES DE DESCOBRIR SE ELAS FUNCIONAM

Pense em quantas estratégias você já considerou para começar na advocacia.

Talvez tenha pensado em atuar no Direito Previdenciário.

Depois viu alguém falando que Direito de Família tem muita demanda.

Em seguida, descobriu uma oportunidade na área empresarial.

E começou a achar que deveria mudar tudo novamente.

O problema não é mudar de ideia.

Às vezes, mudar é necessário.

O problema é abandonar uma estratégia simplesmente porque ela não apresentou resultados imediatos.

Imagine que você decide desenvolver sua atuação em uma área.

Começa a estudar o público, organiza seus serviços e produz conteúdo para explicar questões jurídicas relevantes.

Depois de duas semanas, ninguém entrou em contato.

Isso significa que a estratégia não funciona?

Não necessariamente.

Talvez sua comunicação esteja ruim. Talvez você não esteja alcançando as pessoas certas. Talvez precise ajustar sua oferta de serviços.

Ou talvez duas semanas sejam insuficientes para avaliar o resultado.

É preciso observar o que acontece antes de tirar conclusões.

A advocacia exige paciência, mas não aquela paciência de ficar sentado esperando as coisas acontecerem.

Estou falando de continuar trabalhando, acompanhar o que funciona, corrigir erros e dar continuidade às boas decisões.

Se você muda completamente de direção toda vez que encontra uma dificuldade, nunca consegue saber até onde poderia ter chegado.

10. NÃO ESQUEÇA POR QUE VOCÊ ESCOLHEU O DIREITO

Quero terminar com uma pergunta.

Por que você decidiu fazer Direito?

Talvez tenha sido pelo desejo de conquistar estabilidade financeira.

Talvez pela possibilidade de trabalhar de forma independente.

Talvez porque sempre gostou da área jurídica.

Ou porque queria ajudar pessoas a resolver problemas que, muitas vezes, elas não conseguem resolver sozinhas.

Seja qual for a sua resposta, provavelmente você não imaginava que o início da carreira seria tão complicado.

E, quando as dificuldades financeiras aparecem, é natural que o dinheiro ocupe boa parte dos seus pensamentos.

Afinal, você precisa viver.

Precisa pagar suas contas e receber uma remuneração justa pelo trabalho que realiza.

Mas existe uma coisa que vale a pena lembrar.

Por trás de cada demanda jurídica, existe alguém tentando resolver um problema.

Pode ser um trabalhador preocupado com seus direitos.

Uma família enfrentando um conflito.

Um pequeno empresário que precisa receber uma dívida.

Uma pessoa tentando entender por que seu benefício foi negado.

Para você, pode ser mais um contrato de honorários.

Para aquela pessoa, talvez seja uma questão que esteja tirando seu sono há meses.

Quando você compreende isso, começa a enxergar seu trabalho de outra maneira.

Não como uma simples tentativa de conseguir dinheiro, mas como uma atividade que exige responsabilidade e que pode fazer diferença na vida de alguém.

E isso não diminui a importância dos honorários.

Pelo contrário.

Um serviço que exige estudo, tempo, conhecimento e responsabilidade precisa ser remunerado adequadamente.

O que não pode acontecer é você esquecer a finalidade do seu trabalho enquanto tenta construir sua carreira.

CONCLUSÃO

Se você chegou até aqui, quero deixar uma última reflexão.

Talvez o início da advocacia esteja sendo muito diferente daquilo que você imaginou.

Talvez você já tenha pensado que não leva jeito para a profissão.

Ou que deveria ter escolhido outra faculdade.

Mas antes de tomar uma decisão dessas, procure entender o que realmente está acontecendo.

Você não gosta de advogar?

Ou está frustrado porque ainda não conseguiu viver da advocacia?

São duas coisas diferentes.

Talvez o que esteja faltando não seja capacidade, mas experiência.

Talvez você precise de orientação prática.

Talvez esteja tentando fazer muitas coisas ao mesmo tempo, sem conseguir dar continuidade a nenhuma.

Ou talvez precise reorganizar suas expectativas e estabelecer um plano mais realista.

O importante é não tomar uma decisão definitiva sobre sua carreira apenas com base nas dificuldades dos primeiros meses.

Você já dedicou anos à sua formação.

Agora precisa aprender uma parte da profissão que nem sempre recebe a devida atenção na faculdade: como organizar sua atividade, desenvolver relacionamentos profissionais, atender bem e construir uma base de clientes respeitando as regras da advocacia.

Isso leva tempo.

E vai exigir que você faça coisas que provavelmente ainda não sabe fazer muito bem.

Mas ninguém nasce sabendo conduzir uma reunião com um cliente, elaborar uma proposta de honorários ou administrar a própria atividade profissional.

Essas coisas também se aprendem.

Então, antes de fechar este vídeo, quero te fazer uma pergunta.

Qual tem sido sua maior dificuldade desde que conseguiu a OAB?

É conseguir clientes? Escolher uma área? Cobrar honorários? Ou simplesmente não saber por onde começar?

Conta aqui nos comentários.

Eu quero conhecer melhor a realidade de quem está tentando construir uma carreira na advocacia.

E, se você conhece algum colega que também está passando por esse momento, compartilhe este vídeo com ele.

Nos vemos no próximo.